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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Alegria de pobre dura pouco





por Manoel Arthur

Como estudante e sendo sustentado pelos pais, sempre fico pensando o que faria se ganhasse algum prêmio. Com que iría gastar? Reforma o apartamento? Guarda o prêmio para pagar o crédito estudantil da faculdade? Ou comprar um carro? Por falar em carro foi este prêmio que acreditei que tinha ganhado, quando um funcionário de uma determinada loja de moda masculina conhecida na cidade, telefonou para meu celular avisando-me que tinha ganhado um automóvel em um sorteio realizado na loja, como promoção surpresa.
As compras que realizei na loja foram para minha colega que comprou roupas para seu noivo. Quando recebi o telefonema, o “funcionário” da loja informou que as compras tinham sido efetuadas no meu cartão, só que as compras, não foram efetivamente para meu uso. Desde o primeiro momento que estava ouvindo as informações pelo meu celular, fiquei com a pulga atrás da orelha, já que não tinha assinado nenhum cupom. E quem estava do meu lado na hora desse telefonema? Minha colega das compras, que tinha pedido meu celular emprestado, para falar com sua irmã e que tinha avisado que se um número desconhecido me telefonasse para mim, era para ela a ligação.
No momento em que meu celular toca, falo que deve ser para ela já que não conhecia o número, e ela fala que é para eu atender. Nesse exato momento ela finge está tendo uma dor na perna e até chorar, chorou, para vocês perceberem, como tudo foi muito bem planejado por meus amados coleginhas. Eu que só ganhei até hoje em minha vida um urso de pelúcia quando era pequeno, naqueles famosos álbuns de figurinhas. Ganhar um carro, naquele momento seria a solução para vários problemas.
Com a pulga atrás da orelha, mas já fazendo planos com o dinheiro da venda do carro, o bendito “funcionário” da loja, avisa que tinha que ir ao shopping naquele dia, e resolver para quem ficaria o prêmio, para quem passou o cartão ou para quem tinha sido feita as compras. Eu já com minha cabeça a todo vapor fiquei pensado que teria que dividir o prêmio, mas no fundo queria só para mim, já que tinha utilizado meu cartão.
Saiu do laboratório de áudio e vídeo e encontro com meus outros colegas, na praça de convivência da faculdade, que ficam sabendo da novidade, por minha colega que teria que dividir o prêmio. Todos ficam felizes com a notícia, enquanto eu, que já transpiro nas mãos normalmente, estava muito ansioso. Conversa vai, conversa vem, resolvo telefonar para a loja para resolver esse impasse, que fica martelando em minha cabeça resolvo telefonar para a loja.
Quando telefono para a loja minhas esperanças vão embora. Como se diz alegria de pobre dura pouco, tudo não passava de mais uma brincadeira da jornalista-atriz ou seria atriz-jornalista de minha grande colega. Enquanto isso meus amados colegas estão as gargalhadas, juntamente com o falso funcionário (diga-se de passagem, um colega do curso) que tinha me dado àquela maravilhosa noticia, que se evaporou assim que desliguei o celular.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nas areias da praia





por Manoel Arthur

Muitos pensam que gostar de moda, falar ou mesmo viver de moda é futilidade. Tudo isso se dá ao preconceito existente em relação ao mundo da moda. Pensar isso é não perceber que através da moda, podemos claramente afirmar através de uma imagem a que época ela está se referindo. Dentro do mundo da moda, está a moda praia, que vem evoluindo com o passar dos anos, desde as peças confeccionadas ao sucesso das nossas peças pelo mundo afora.
O biquíni foi inventado pelo estilista francês Louis Réard, em julho de 1946 que o batizou com o nome do pequeno atol de Bikini, no Pacífico, onde os americanos haviam realizado uma série de testes atômicos. É curioso saber que o biquíni surgiu devido à falta de tecidos proviniente da II Guerra Mundial, na Europa. Os primeiros trajes para banho surgiram no século XIX, mas eram grandes demais, pareciam roupas do dia-a-dia. Já na década de 20 as mulheres usavam maiôs grandões, com um shortinho por baixo, com o passar dos anos elas foram mostrando as pernas, que já eram permitidas serem expostas na época.
De acordo com o almanaque folha, foi em 1956 que a atriz Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme: "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez vichy adornado com babadinhos. No Brasil o biquíni começou a ser usado pelas vedetes Carmem Verônica e Norma Tamar, que atraia muitos curiosos ao seu redor, em frente ao Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Hoje temos vários modelos de biquínis e maiôs adequados para os mais exigentes padrões femininos.
Mesmo sendo uma peça versátil que pode ser usada nos clubes e praias desse nosso Brasil, e por ser uma moda mais leve e tranquila, não quer dizer que vale tudo. Muitas mulheres pecam, na hora de compor o visual para ir a praia, sendo o exagero no uso de objetos o maior pecado, de acordo com a consultora de imagem Phaedra Brasil. Para a consultora de imagem, a maior preocupação das mulheres na hora de vestir o biquíni e ir a praia é com a forma física, o famoso "teste do biquíni".
Como somos os maiores fabricantes e a referência de moda praia para o mundo, podemos abusar e sempre diversificar nas areias das nossas famosas praias, porém vale ressaltar que o bom senso dentro da moda é peça chave. Ou seja, para não cometer pecados, o melhor é se olhar em frente ou espelho e saber o que lhe cai bem ou não.
Foto: Google

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