“A casa da música é como se fosse também a minha casa”
por Jéssica Brandão
Filha de pescador, nascida no bairro de Itapuã, casada e mãe de dois filhos, Jussara Miranda Pereira de Souza, 35 anos, é funcionária da Casa da Música de Itapuã há quase 15 anos. Na entrevista, Jussara conversou sentada na ventilada varanda da Casa da Música, ao redor da vegetação do Parque do Abaeté, como se ali fosse realmente a sua Casa. “Eu vim realmente me descobrir aqui”, explica, ao contar que foi trabalhar no local aos 22 anos de idade e que iniciou a sua carreira profissional como técnica de pesquisa do museu.
Jéssica Brandão: Como você veio trabalhar aqui?
Jussara Miranda: Foi indicação. Eu morava aqui em Itapuã, na rua da Moreira. E tinha uma senhora, chamada dona Marina, que fez a indicação.
J. B: Ao longo destes quinze anos, quais as mudanças que aconteceram aqui nas proximidades de Itapuã com as reformas para a implementação da Casa?
J. M: A gente vinha pra cá e tinha uma visão totalmente diferente, não é que hoje não esteja bonito, legal. A mudança valorizou mais o espaço, que por sua vez, perdeu o lado natural. Para se ter uma idéia, quando a gente vinha aqui, tinha realmente aquelas dunas, a vegetação, as barraquinhas de coco que eram cobertas de palha, aqueles banquinhos de madeira, a beleza natural. Pra mim era bem interessante, eu comecei realmente a frequentar o Abaeté depois da inauguração, quando eu comecei a trabalhar aqui.
J. B: Como foram os primeiros meses, após a inauguração?
J. M: Pra começar, a visitação era de mil pessoas por dia. Tinham-se filas aqui fora para poder entrar. Entravam de 25 em 25. Era muita, muita gente. A gente ficava o dia todo em pé. Entrava visitante o tempo todo. As pessoas da comunidade tinham aquela coisa da novidade e de querer conhecer. Depois de um tempo, as pessoas foram se acostumando e as visitas foram baixando. E aí começaram a vim os turistas no período de férias, durante a alta estação.
J.B: Qual foi o momento, o evento ou a exposição que lhe marcou?
J. M: Um documentário sobre a história da música baiana, que conta desde Gregório de Matos e que termina com o clipe de Caetano e Gil. É um documentário breve, bem interessante e que foi algo que me marcou muito.
J.B: O que você acha dos Saraus?
J. M: Quando começou os Saraus eu já me senti. Eu passei um período que eu já estava desgastada, eu não queria mais trabalhar aqui. Foi quando houve a mudança da coordenadora para o coordenador. Com essa mudança, a transição com uma pessoa que é daqui da comunidade, e que conhece muita gente, surgiu um novo atrativo para a casa, os saraus.
J. B: Qual o seu sentimento em relação a Casa da Música?
J. M: Eu costumo dizer que a casa da música é um lugar onde eu venho e que me proporciona um momento de relaxamento. Eu gosto de trabalhar com alegria, gosto de trabalhar sorrindo, são momentos que a gente esta conversando e vê outra pessoa sorrindo que a gente se diverte. O vínculo de amizade é importante, Amadeu é o coordenador, mas para mim ele é o coordenador e a pessoa Amadeu. Se isso é possível para que a gente possa de vez em quando se distrair, pra mim é ótimo. Não é só aquela coisa dele ser o “chefe”. Tem aquele momento de descontração, momento de amizade. Tanto da menina da limpeza, quanto com o coordenador. Existe o laço forte de amizade, que para mim é gratificante.
Jéssica Brandão: Como você veio trabalhar aqui?
Jussara Miranda: Foi indicação. Eu morava aqui em Itapuã, na rua da Moreira. E tinha uma senhora, chamada dona Marina, que fez a indicação.
J. B: Ao longo destes quinze anos, quais as mudanças que aconteceram aqui nas proximidades de Itapuã com as reformas para a implementação da Casa?
J. M: A gente vinha pra cá e tinha uma visão totalmente diferente, não é que hoje não esteja bonito, legal. A mudança valorizou mais o espaço, que por sua vez, perdeu o lado natural. Para se ter uma idéia, quando a gente vinha aqui, tinha realmente aquelas dunas, a vegetação, as barraquinhas de coco que eram cobertas de palha, aqueles banquinhos de madeira, a beleza natural. Pra mim era bem interessante, eu comecei realmente a frequentar o Abaeté depois da inauguração, quando eu comecei a trabalhar aqui.
J. B: Como foram os primeiros meses, após a inauguração?
J. M: Pra começar, a visitação era de mil pessoas por dia. Tinham-se filas aqui fora para poder entrar. Entravam de 25 em 25. Era muita, muita gente. A gente ficava o dia todo em pé. Entrava visitante o tempo todo. As pessoas da comunidade tinham aquela coisa da novidade e de querer conhecer. Depois de um tempo, as pessoas foram se acostumando e as visitas foram baixando. E aí começaram a vim os turistas no período de férias, durante a alta estação.
J.B: Qual foi o momento, o evento ou a exposição que lhe marcou?
J. M: Um documentário sobre a história da música baiana, que conta desde Gregório de Matos e que termina com o clipe de Caetano e Gil. É um documentário breve, bem interessante e que foi algo que me marcou muito.
J.B: O que você acha dos Saraus?
J. M: Quando começou os Saraus eu já me senti. Eu passei um período que eu já estava desgastada, eu não queria mais trabalhar aqui. Foi quando houve a mudança da coordenadora para o coordenador. Com essa mudança, a transição com uma pessoa que é daqui da comunidade, e que conhece muita gente, surgiu um novo atrativo para a casa, os saraus.
J. B: Qual o seu sentimento em relação a Casa da Música?
J. M: Eu costumo dizer que a casa da música é um lugar onde eu venho e que me proporciona um momento de relaxamento. Eu gosto de trabalhar com alegria, gosto de trabalhar sorrindo, são momentos que a gente esta conversando e vê outra pessoa sorrindo que a gente se diverte. O vínculo de amizade é importante, Amadeu é o coordenador, mas para mim ele é o coordenador e a pessoa Amadeu. Se isso é possível para que a gente possa de vez em quando se distrair, pra mim é ótimo. Não é só aquela coisa dele ser o “chefe”. Tem aquele momento de descontração, momento de amizade. Tanto da menina da limpeza, quanto com o coordenador. Existe o laço forte de amizade, que para mim é gratificante.


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